quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Unreal



Me respire e me diga
Se consegue se sentir vivo
Se sou um ar puro e preciso
Ao seu viver já melhor festejado
Me diga se sou a poção do seu suicídio
A ultima porta do seu escapismo
Mesmo em quando lhe parecer desinteressado
Não me afronte se eu me calar
E se meus olhos ao cruzar dos teus
Me abrir os lábios em um doce sorriso
Ouça as palavras que meu silêncio grita
E que cada vez que minha língua se pronunciar
Que seja mais que um oásis no deserto
Que seja um livro de verdades na biblioteca do incerto
No qual se possa confiar
Leve meus medos mais sombrios
E me traga as suas canções de ninar
Traga a realidade do sonho do sono profundo

The only





Todas minhas lágrimas se foram
Meu único desejo ainda se faz presente
Por cada túmulo, uma nova luz
Riso fiel de verdade acompanhado
Onde não há nada que me possa derrubar
Melodia que me acolhe indefinido
Envolve minhas mãos em terna harmonia
Abraçado ao luar de olhos negros
Caminho leve sobre carvão em chamas
Vejo a minha alma encontrada sob seu feitiço
E ao deitarmos em silenciosa felicidade
Um sussurro dominará nossos lábios
Doces palavras de um caminho perdido

Desire




Olhos fechados de um coração quebrado
Trancados em fúria de um amor traído
Primeira lágrima da alma abandonada
Fez-se prisioneiro de vida sem sorriso
Engano da Lua em temor de luz
Medo próprio de tormento já vivido

*

Desejos de uma noite afogados pelo medo
Sentimentos que se escondem em mãos desgovernadas
Em vontades que não se expressam, nossos olhares se desviam
Maldição do temor que assombra nossas mentes
Mas que logo passará, libertando nossos carinhos