segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Frozen


Sozinho não posso respirar
Mas agora que já estou morto por dentro
Congelado por uma realidade fria
Já não sou mais meu
Já não sou real
Como um espelho quebrado
Olho para os pedaços que não podem se curar
Cicatrizes que nunca serão esquecidas
Marcas de uma vida que foi levada embora
Não sinto falta de sonhar
Como se a noite apenas fechasse seus olhos
O medo que me afasta de tudo
Não me deixa lembrar como é viver

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Fallen



O silêncio se faz ponte de desejo
Sozinhas as palavras não conseguem dizer a verdade
O real se mistura à mentira do medo
Os risos afastam a felicidade
Trazendo o ódio de um espírito abandonado
Sacrifício de sombras no desejo de dominar
Sem que nada impeça a sua chegada
Uma armadura de imagem irreal
Proteje a tristeza de uma fera desconhecida
O anjo caído sorridente
Afasta as nuvens de um céu agora negro

domingo, 16 de dezembro de 2007

Ashes


Num dia de cinzas, as nuvens se enfurecem
Libertam seu interior em estrondos
Tornando frio o que era belo e acolhedor
No meu castelo mal-assombrado
Os espíritos se reúnem
Apenas um deles fica a parte
Sorrindo uma nova fragância de mentiras
A Lua joga sobre eles uma nova realidade
Uma peça mal encaixada se agoniza
Suas palavras brigam com suas ações
Minha neblina se torna mais densa
No espelho, minha imagem não se reflete
Me torno uma fantasia irreal
Desaparecendo deste mundo
Tiro minhas peças do tabuleiro

sábado, 8 de dezembro de 2007

Unchained


Finalmente vejo as chaves das minhas correntes
Mesmas chaves da minha última porta aberta
Me liberto da minha prisão abstrata
O sol ainda ofusca a minha visão
Sua claridade me assusta
Afastando minha sã tranqüilidade
Durante todo o tempo você não me entendeu
Falsa interpretação de uma vida imaginária
Temo agora perder aquilo que já tinha
Traiçoeira troca de sentimentos
Me escondo num labirinto de escuridão
Esperando que algum dia a luz me encontre
E mesmo agonizando no escuro
Vou sorrir na máscara do meu nome
Só o que me resta agora é viver em vão

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Lost


A verdade corre nos meus horizontes
E só você não a vê
Abra os seus olhos, meu doce sacrifício
Você não pode me machucar
Enxergo a saída do meu labirinto
Mas me pergunto se deveria fugir
Já não sei se conseguiria voltar
E achar meu tesouro perdido
Minha mente cria o que não é real
Me obriga a sentir o frio da noite
Abolido pelo leve calor da manhã
Procurando pelo inexistente
Ainda assim me encontro perdido
Abandonado, esquecido, mas adorado
Da torre da derrota
Eu já não consigo mais sair